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Ródio

Sabrina Santana Klabacher
1 de nov. de 2022
3 min de leitura

O ródio (Rh – número atômico 45) é um metal precioso e nobre, o segundo mais branco entre essa classe de compostos e de brilho intenso. Esse metal, encontrado na natureza em minérios em conjunto com compostos como a platina, pertence ao quinto período da tabela periódica e à família da platina, sendo este último fato responsável pela grande similaridade do ródio a metais como o paládio, garantindo a ele uma baixa reatividade e propriedades físicas e químicas que elevam seu valor no mercado.

A descoberta do ródio se deu no final do século XVIII, no ano de 1800, quando o químico britânico William Hyde Wollaston, que trabalhava em associação com o químico Smithson Tennant em processos de purificação da platina, percebeu que a solução desprezada desse processo – gerada a partir da adição de água régia à platina – continha outros metais. Assim, precipitando e separando os componentes da solução, Wollaston obteve um líquido vermelho intenso, do qual retirou cristais rosa avermelhados de um composto ainda desconhecido. Posteriormente, esses cristais deram origem a uma amostra de um dos metais desconhecidos: o ródio – nome dado devido à coloração rosa (pois ródio vêm do grego rhodon, que significa rosa).

Figura 1. Cristais de hexaclororodato de sódio (III), composto observado por Wollaston em seus estudos.

Desde então, com o advento da química, da tecnologia e da ciência como um todo, as aplicações do ródio se tornaram vastas. Dentre as várias utilidades desse metal, é possível destacar o seu uso em produtos eletrônicos, como em conectores e recobrimento de fios, e na área química, como catalisador de reações de hidrogenação e em conversões catalíticas em automóveis.

Outra aplicação interessante do ródio é no setor de joalheria. A baixa reatividade, elevada dureza, coloração branca e o brilho são características que o tornam um bom metal para fabricar joias num geral, já que não oxida em condições de uso normais e a coloração é semelhante à da prata. Sendo assim, o ródio é usado em ligas ou como revestimento em joias e semijoias (como ouro, prata e latão). O revestimento é feito a partir de um processo galvânico, o qual parte de um banho da peça numa solução de ródio, causando a deposição de uma camada do metal na superfície do material, mudando o seu aspecto, aumentando a durabilidade e a proteção contra riscos e arranhões.

Figura 2. Antes e depois do aspecto de uma peça submetida ao banho de ródio.

Além disso, a adição de compostos na solução do banho tradicional de ródio (ou banho de ródio branco) pode levar ao desenvolvimento de um novo produto: o ródio negro. Esse banho, o qual vem ganhando bastante notoriedade nos dias de hoje, é capaz de deixar a peça com um aspecto diferente, com coloração cinza escuro/preta e brilho intenso, chamando a atenção de vários consumidores.

Figura 3. Anel banhado a ródio negro.

Todas essas características e aplicações tornaram o ródio um dos metais mais caros do mundo. A sua baixa ocorrência na natureza e elevada procura causaram aumento do preço, e esse metal chegou a custar, em agosto de 2018, US$2.300,00 a onça (cerca de 28 gramas), de acordo com uma notícia publicada pela UOL Economia.

Portanto, percebe-se que o ródio é um metal de extrema relevância no mundo atual, com características admiráveis e interessantes para o mercado. Todos esses fatores fizeram com que muitas pessoas passassem a conhecê-lo melhor e utilizar mais materiais desse composto. E você, já conhecia o ródio e suas aplicações?


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322 comentários


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